O Pix virou praticamente sinônimo de transação bancária no Brasil, e não é para menos: além de ser gratuito, ainda é instantâneo e seguro.
Quer dizer: apesar do sistema ser superconfiável mesmo, os golpistas sempre dão um jeito de burlar as regras para cometer fraudes contra vítimas desavisadas, principalmente por meio da engenharia social: um jeito de se aproveitar do desconhecimento, da pressa ou da boa vontade de quem está do outro lado.
O jeito então é ficar de olho nos golpes Pix mais comuns que rolam por aí, e a gente separou alguns deles para você:
- Golpe do Pix clonado
- Golpe do comprovante de Pix falso
- Golpe do Pix errado
- Golpe do Pix agendado
- Golpe da página do banco falsa
- Golpe do Urubu do Pix
- Golpe do desvio de Pix
É claro que não é tão fácil assim prestar atenção o tempo todo nos sinais de alerta, tipo os comprovantes nitidamente adulterados ou as solicitações feitas com uma urgência desnecessária. Por isso, a gente sempre recomenda, para reforçar a segurança, usar uma solução que proteja computadores e celulares de malware, links maliciosos e pop-ups perigosos.
E a Surfshark é uma excelente opção nesse caso, porque que vem com o recurso CleanWeb, ativo o tempo todo para detectar as últimas ameaças em sites enganosos e pop-ups maliciosos.
Para ficar por dentro dos tipos mais comuns de golpe com Pix que rolam por aí e ver dicas de segurança, confira o artigo abaixo. Ah, e compartilhe com amigos e familiares também, já que esse tipo de fraude também pode funcionar por meio de contato de amigos e familiares!
“Pode deixar que eu faço um Pix rapidinho”, “Me passa teu Pix que eu já transfiro”… nos últimos anos, o Pix virou praticamente sinônimo de transação bancária no Brasil, já que é muito fácil de fazer e não tem taxas. É o meio de pagamento que mais usamos por aqui!
Mas acontece que essa facilidade toda também ajuda quem a gente não gostaria: os golpistas. Afinal, tudo funciona com tanta rapidez que antes de você perceber que caiu num golpe, o dinheiro já saiu da sua conta.
E o pior de tudo é que isso tem ocorrido com uma frequência espantosa: de acordo com a Silverguard, uma fintech de segurança financeira, só em 2022 1,7 milhão de brasileiros caíram em algum tipo de golpe no Pix!
Isso quer dizer que, mais do que nunca, é muito importante entender como funciona o golpe do Pix, como se prevenir e o que fazer se você for vítima de uma fraude desse tipo.
Os tipos mais comuns de golpe no Pix
Golpes do Pix não faltam por aí, e a verdade é que muitas vezes alguns estão mais “em alta” do que outros (ainda mais com o surgimento de tecnologias cada vez mais complexas, como o deepfake). Por isso, é sempre bom prestar atenção nas modalidades que volta e meia podem surgir para tomar mais cuidado.
Separamos alguns deles para você ficar de olho.
1. Golpe do Pix clonado
Esta fraude é bem traiçoeira porque foge um pouco daquele padrão conhecido de golpe pedindo dinheiro. Funciona mais ou menos assim:
- O golpista abre uma conta bancária no nome da vítima, provavelmente em um banco digital, usando informações como nome completo, CPF e número de telefone
- Depois, cadastra nessa conta a mesma chave Pix que a vítima usa em seu banco e solicita a portabilidade da chave
- O golpista entra em contato com a vítima, usando uma desculpa para solicitar o código de confirmação da portabilidade enviado para ela
- Portabilidade feita, todas as transferências que seriam recebidas na conta original da vítima caem na conta falsa do criminoso
Como evitar cair no golpe do Pix clonado?
- Nunca passe informações sensíveis por telefone, e-mail ou WhatsApp: sua instituição financeira jamais vai fazer esse tipo de solicitação por meio desses canais
- Quando for passar sua chave para alguém fazer uma transferência, informe também o nome do banco e peça para a pessoa verificar se está correto. Assim, caso essa informação não bata, já dá para desconfiar que tem algo errado
- Faça o mesmo quando for fazer uma transferência para outra pessoa: confira se o banco fecha com o banco informado por ela
2. Golpe do comprovante de Pix falso
O golpe do comprovante de Pix falso, ou simplesmente golpe do Pix falso, costuma ser aplicado principalmente em quem vende produtos pela internet e aceita essa forma de pagamento. O roteiro é mais ou menos este:
- O criminoso combina a compra de um produto com o vendedor
- Em vez de fazer o pagamento normalmente, ele envia um comprovante de Pix falso
- É comum que o golpista apele ao senso de urgência, dizendo que vai cancelar a compra se o produto não for enviado logo ou até ameaçando processar o vendedor por fraude
- Se o vendedor se apressa e manda a mercadoria, sai no prejuízo, já que o pagamento nunca vai chegar
Como evitar cair no golpe do comprovante de Pix falso?
- Deixe as notificações do app do seu banco ativadas: assim, você nem precisa abrir o aplicativo para saber que chegou um Pix. Isso é uma ótima medida de segurança para quando você está na rua, por exemplo
- Verifique os detalhes da imagem enviada: normalmente, esse tipo de arquivo contém tamanhos de fonte diferentes, cores mais fracas ou mais fortes em algumas partes do documento e outros tipos de alterações
- Confira a data e a hora da transação: normalmente, as imagens fraudulentas já estão salvas na galeria do golpista, então essas informações não vão bater com o horário atual
- Use o sistema de pagamento da plataforma: caso você esteja vendendo algo em uma plataforma da internet, prefira usar a forma de pagamento deles, caso exista, pois ela é muito mais segura do que uma transação direta
3. Golpe do Pix errado
Assim como o golpe do Pix falso, o golpe do Pix errado também envolve um comprovante falso e funciona na base da engenharia social:
- O criminoso consegue os dados da vítima e cria um comprovante falso de Pix com eles, como se tivesse feito um Pix para a pessoa
- Depois, ele manda esse arquivo para o WhatsApp da vítima, na maioria das vezes sem dizer nada
- Quando a vítima questiona do que se trata, o criminoso afirma que mandou o Pix errado e pede que o valor seja devolvido para a conta dele
- É claro que nenhuma transferência foi feita e, caso a pessoa caia e “devolva” o valor, vai perder a quantia especificada no comprovante
Como evitar cair no golpe do Pix errado?
- Sempre desconfie de mensagens desse tipo recebidas via WhatsApp ou e-mail: as chances de se tratar de um golpe são grandes
- Não deixe de conferir se o valor foi de fato creditado em sua conta: se por acaso se tratar de um erro legítimo, o Pix correspondente, inclusive com o mesmo número de ID do Pix, vai aparecer no app do seu banco
- Mais uma vez, desconfie da qualidade da imagem enviada: elas costumam ter vários errinhos ou edições mal feitas
4. Golpe do Pix agendado
O golpe do Pix agendado funciona de um jeito bem parecido com o golpe do Pix errado. A diferença é que de fato uma transferência foi iniciada. É assim que funciona:
- O criminoso agenda um Pix para a conta da vítima, provavelmente para uma data diferente do dia atual
- Da mesma forma, manda mensagem dizendo que transferiu errado e pedindo a devolução do valor
- A vítima confere a conta e o agendamento do Pix realmente aparece, mas o dinheiro de fato não caiu na conta, já que se trata de uma transação agendada
- Assim que a vítima transfere o valor, o criminoso cancela o agendamento
Como evitar cair no golpe do Pix agendado?
- Se o Pix foi agendado, espere o valor cair na conta na data certa antes de devolvê-lo: é quase certo que, se você fizer isso, o criminoso cancele do lado dele, pois não vai querer perder o valor
- Outra opção é clicar no valor do Pix agendado e devolver para o remetente: se quiser devolver na hora, use esse método em vez de fazer um novo Pix
5. Golpe da página do banco falsa
Nesta modalidade de fraude, os criminosos criam uma página falsa, muito semelhante à das instituições financeiras reais. Eles conseguem dar o golpe mais ou menos assim:
- O criminoso envia uma mensagem por WhatsApp ou e-mail simulando ser da instituição bancária da vítima, solicitando que ela crie uma nova chave Pix
- O link é fraudulento, e redireciona para a página falsa criada pelos golpistas
- Nela, para fazer o cadastro da nova chave, o usuário precisaria informar dados pessoais, como nome, CPF, conta bancária e senha
- O site falso registra e armazena todas essas informações digitadas pelo cliente
- Pronto: com esses dados, o golpista pode acessar a conta bancária da vítima e fazer transações via Pix à vontade
Como evitar cair no golpe da página do banco falsa?
- Nunca clique nos links de e-mails e mensagens do WhatsApp
- Só acesse seu banco pelo endereço na web já conhecido; por via das dúvidas, sempre digite diretamente no navegador
- Confira se a página tem aquele cadeadinho do lado do endereço: ele só aparece quando o site é seguro e legítimo
- Nunca informe sua senha para ninguém, e confira se o site do banco é legítimo antes de digitá-la
- Preste bastante atenção nos indícios da mensagem: fraudes costumam conter erros ortográficos e não usam seu nome, mas uma saudação genérica
Dica extra: uma solução de segurança pode te ajudar
Muitos golpes do Pix funcionam na base da engenharia social, ou seja, se aproveitam da falta de conhecimento, da boa vontade e até mesmo da pressa das vítimas. Mas, quando falamos de sites e apps maliciosos, tem um jeito de aumentar ainda mais a segurança do que só tomando cuidado: com soluções que emitam alertas no caso de malware e ameaças que rondam a internet.
E, nesse caso, a Surfshark, uma VPN supercompleta e bem em conta, é a ferramenta ideal: além de funcionar tanto em computadores quanto em celulares Android e iOS, ainda vem com o recurso CleanWeb, pensado justamente para identificar sites com malware e bloquear aqueles pop-ups perigosíssimos, em que às vezes a gente clica sem querer e acaba baixando programas suspeitos.
6. Golpe do Urubu do Pix
Esse golpe tem um nome bem engraçado e até virou meme nas redes sociais, mas não se engane: é mais uma forma de tirar dinheiro dos usuários desavisados.
A ideia por trás do golpe é que existiria uma falha no Pix em que, ao transferir um valor para certas contas, a pessoa receberia um retorno dez vezes maior. Bom demais para ser verdade, né? E é! Para piorar, muitas vezes, os criminosos usam o logotipo de uma instituição financeira confiável para enganar os desavisados.
Ele também tem outras variações de nomenclatura bem semelhantes, como Robô do Pix, mas o modus operandi é sempre o mesmo:
- O criminoso publica nas redes sociais uma tabela de valores, detalhando os retornos de acordo com o nível do “investimento” feito pela vítima
- Muitas vezes, essa publicação pode até ser feita em contas hackeadas, ou seja, você vê essa proposta irrecusável no story de um amigo de confiança e acredita que está tudo certo
- É claro que não existe falha nenhuma, e o usuário só vai perder o valor do falso investimento

O Urubu do Pix afirma ser “seguro, prático e rápido”, mas não se engane: é golpe!
Como evitar cair no golpe do Urubu do Pix?
- Desconfie de investimentos com retornos imediatos e astronômicos
- Para verificar se o investimento existe e é confiável, entre no site do Banco Central e da Comissão de Valores Mobiliários: é lá que todos os ativos seguros podem ser encontrados
7. Golpe do desvio de Pix
O golpe do Desvio de Pix é novo e perigoso, até porque é tão elaborado que a vítima pode nem se dar conta do que está acontecendo. Trata-se de uma dessas fraudes que usam um trojan bancário para desviar transações via Pix. Acontece com usuários de smartphone, da seguinte forma:
- Por meio de notificações e pop-ups na internet, os criminosos redirecionam o usuário para um link contendo uma falsa atualização do WhatsApp
- Depois da instalação do falso WhatsApp, um malware obtém acesso a dados sensíveis hackeando as opções de acessibilidade do aparelho
- A partir daí, é tudo muito discreto: o malware usa informações de geolocalização, uso do smartphone e outros dados para determinar o momento em que o usuário mais acessa o app do banco
- Com essas informações, quando o usuário abre o aplicativo para fazer um Pix, um vírus que atua para adulterar o destinatário da transferência é disparado
- A única evidência de que o vírus está agindo sobre o app do banco é um tremor na tela e uma demora no processamento, ou seja, é muito difícil identificar o golpe
- É nessa hora que a conta do destinatário legítimo é trocada para a conta do criminoso, fazendo com que o valor seja transferido para lá
Como evitar cair no golpe do Desvio de Pix?
- Não clique em links que aparecem nos sites que você acessa, nem no computador nem no smartphone, principalmente se eles aparecerem em pop-ups
- Só atualize os aplicativos pela app store do seu aparelho
- Uma dica para saber se realmente se trata de uma atualização é: se você já tem o aplicativo instalado, o botão na app store será Atualizar, não Instalar

Fora isso, você já sabe que a Surfshark pode ser uma excelente aliada na hora de identificar links que levam a sites com malware ou que baixem programas maliciosos: o CleanWeb está sempre ali te protegendo desse tipo de ameaça online. E o bom é que o banco de dados deles está sempre sendo atualizado, ou seja, você tem a tranquilidade de saber que vai ter proteção garantida mesmo que um golpe ou malware novo surjam por aí.
Caí num golpe do Pix: o que fazer?
Pode parecer muito difícil recuperar o dinheiro no caso de fraudes via Pix, já que os pagamentos são imediatos e parecem até mesmo irreversíveis. E não vamos mentir, nem sempre é fácil dar jeito de resolver essa stiuação. No entanto, existem sim algumas medidas que você pode tomar para correr atrás do prejuízo:
Entre em contato imediatamente com o seu banco
A primeira coisa que você deve fazer é entrar em contato com seu banco para avisar da fraude, seja pelos canais do próprio aplicativo ou pela central de atendimento telefônico. É muito importante solicitar a abertura do protocolo MED, o Mecanismo Especial de Devolução, criado pelo Banco Central para ajudar vítimas de golpes via Pix a recuperar o dinheiro.
O MED pode ser aberto até 80 dias depois da transferência via Pix, e a resposta vem em até sete dias. Se a análise concluir que houve fraude, o destinatário do Pix terá os recursos bloqueados na conta, e seu dinheiro vai ser devolvido em até 24 horas.
O procedimento pode ser um pouco diferente para pessoa física e jurídica, e cada banco pode ter seu próprio processo. Porém, é importante lembrar que nem sempre a instituição vai conseguir recuperar o valor, já que isso vai depender da presença de saldo na conta do golpista (e eles normalmente fazem transferências entre contas para evitar isso).
Registre um boletim de ocorrência
O próximo passo fundamental é registrar um boletim de ocorrência com as informações necessárias, como capturas de tela, o valor transferido e os dados do destinatário. Assim, a Polícia Civil consegue investigar o caso e tomar as medidas necessárias.
Além disso, o BO funciona também para respaldar seu caso se o banco não der um retorno satisfatório da situação. Não se esqueça de incluir o máximo de informações que puder, incluindo mensagens trocadas com os criminosos e as informações da sua conta e da conta do fraudador.
Ah, você pode abrir um boletim de ocorrência pela internet, tá? Isso pode ser feito na delegacia virtual unificada (AL, AM, BA, AP, PI, RO, RR, PI, SE ou TO) ou no site da delegacia virtual do seu estado.
Golpes Pix: reforce sua segurança
A gente sabe que a maioria dos golpes de Pix funcionam na base da engenharia social, e daí não tem jeito: você vai precisar parar, respirar fundo e analisar se a mensagem ou a solicitação fazem sentido. É claro que, com tanta informação recebida, nem sempre é fácil filtrar na correria do dia a dia.
Mas é sempre bom lembrar:
- Não clique em links em mensagens e e-mails, e se precisar acessar seu banco, sempre digite o endereço diretamente
- Sempre preste atenção nos detalhes dos comprovantes enviados a você, principalmente data e hora e possíveis adulterações na imagem
- Se a oferta parecer boa demais para ser verdade, provavelmente é um golpe de Pix
- Só baixe apps pela app store do seu aparelho, e sempre confira se a empresa desenvolvedora é legítima
- O banco nunca vai pedir sua senha nem códigos de confirmação de portabilidade de chaves
- Se cair em um golpe, fale imediatamente com seu banco e com a polícia
- Reforce suas defesas com a ajuda de uma solução de segurança confiável contra malware e links maliciosos, no computador e no celular, como a Surfshark
Quer ficar por dentro dos golpes que rolam na internet e como se proteger? Confira os artigos abaixo!
- Golpe do WhatsApp: quais são os tipos mais comuns e como se prevenir?
- 10 Golpes no PayPal e como evitá-los
- Instagram Threads: conheça as polêmicas (e os golpes)
Não caia em cilada: confira nossas perguntas frequentes para não se deixar enganar!
Existem vários golpes do Pix, e cada um tem seu próprio modus operandi, mas a maioria deles funciona com base na engenharia social. Isso quer dizer que os golpistas usam de vulnerabilidades das vítimas, como desconhecimento, boa vontade e até pressa para obter vantagens financeiras e aplicar fraudes.
Além disso, alguns deles usam malware para contaminar aplicativos bancários das vítimas. Nesses casos, uma solução de segurança como a Surfshark pode ser muito útil para monitorar e bloquear essas ameaças na hora, antes que elas infectem os dispositivos.
Alguns dos golpes do Pix mais comuns são:
- Golpe do Pix clonado: a chave Pix da vítima é clonada
- Golpe do comprovante de Pix falso: o golpista envia um comprovante de pagamento falso
- Golpe do Pix errado: o golpista finge que fez um Pix para a vítima e pede devolução
- Golpe do Pix agendado: o golpista agenda um Pix, afirma que foi um pagamento errado e pede para a vítima fazer um Pix com o valor para, depois, cancelar o agendamento
- Golpe da página do banco falsa: link malicioso redireciona para site falso do banco com malware
- Golpe do Urubu do Pix: fraude que promete devolução de dez vezes o valor investido
- Golpe do desvio de Pix: um malware baixado invade o app do banco e troca o destinatário das transferências Pix
Essa é uma dúvida muito comum de quem passa pela fraude do Pix agendado. O Pix só vai ter caído na sua conta quando ele constar no extrato bancário, não apenas nas transações Pix agendadas. Ou seja, o valor que você tem em conta vai ser maior do que tinha antes.
A primeira coisa é entrar em contato com seu banco para que eles possam abrir um protocolo MED para devolução do valor. Depois, registre um boletim de ocorrência. Dá para fazer isso pela internet. Não deixe de reunir o maior número de informações que conseguir, como capturas de tela, seus dados e informações da conta do golpista.
